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No Meio do mato
Blog
Reflexões, histórias e aprendizados sobre êxodo urbano, casa, natureza e a travessia para uma vida mais essencial.
"Quando eu me aposentar, compro uma chácara."
Ouço essa frase com frequência: "Quando eu me aposentar, compro uma chácara." Sempre que alguém menciona isso, penso que talvez haja uma percepção a ser reconsiderada nessa ideia. Viver no campo não é um descanso após décadas de trabalho. É também trabalho. É plantar, cuidar, caminhar, construir, lidar com imprevistos, aprender com os ciclos e conviver com uma natureza que não segue nosso relógio. O campo não é uma recompensa pelo fim da vida. Ele pode ser o cenário de uma n

Bela Pagliosa
30 de jun.1 min de leitura
A Casa
Quando decidimos nos mudar para o campo, logo pensamos que o maior desafio seria encontrar algo que se encaixasse no nosso sonho de viver em harmonia com a natureza. Por um tempo, acreditamos que encontraríamos uma propriedade já construída e nos mudaríamos com tudo, prontos para começar uma nova vida. Mas não foi exatamente assim que aconteceu! Após dois anos procurando um novo lar, encontramos o lugar que tanto desejávamos. No entanto, não havia nada construído. Desistir da

Bela Pagliosa
30 de jun.2 min de leitura
O que a floresta me ensinou em 13 anos vivendo no meio do mato
Vim para o mato em busca de silêncio. Mas, durante muitos anos, encontrei ruído. Não o ruído da floresta. Esse eu sempre amei. O vento atravessando as árvores. A chuva no telhado. Os insetos cantando à noite. Os pássaros anunciando a manhã. Sapos e pererecas... O ruído que me atravessou vinha de outro lugar. Vinha da forma como nós, humanos, ocupamos um território. Chegamos acreditando que basta construir uma casa para viver em meio à natureza. Mas esquecemos que viver no cam

Bela Pagliosa
8 de jun.2 min de leitura


Natureza, bem-estar e êxodo urbano: uma travessia de volta ao essencial
Existe um momento em que a cidade começa a fazer barulho demais. Não apenas o barulho dos carros, das máquinas, das notificações, das obras e das urgências. Mas aquele ruído mais sutil, quase invisível, que vai se acumulando dentro da gente: a sensação de estar sempre atrasada, sempre devendo alguma coisa, sempre tentando alcançar um ritmo que não foi feito para o corpo, nem para a alma. Foi desse incômodo que nasceu, para muitas pessoas, o desejo de se aproximar da natureza.

Bela Pagliosa
1 de jun.2 min de leitura
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